Vida

MINHA NOVA JORNADA

25 de setembro de 2017

Resolvi escrever este texto pois, nesta Primavera, justamente no mês em que completei 30 anos de idade, tomei uma decisão definitiva para o meu caminho profissional, caminho esse em que me sentia completamente perdida desde que mudei para São Paulo, em 2014. Talvez a maioria de vocês que me seguem hoje não saibam, de fato, qual realmente é meu trabalho ou qual meu sonho de trabalho.

Começando pela minha formação: sou técnica em Vestuário, tenho graduação como Bacharel em Moda com Pós-graduação em Gestão Empresarial. Entrei na faculdade em 2007, aos 19 anos de idade, formei após três anos e, já no segundo semestre, comecei a criar como estilista de moda e me tornei empreendedora da minha própria marca de roupas, a Quiquiriqui. Onde fiquei trabalhando incansavelmente durante seis anos, apostando todas as minhas energias e otimismo nesse negócio. Um negócio que deu muito certo! E qual o motivo de parar? Na época, lá em 2014, quando fechei a marca, o que mais contribui foi a mão de obra escassa em Belém e muitos problemas que tive com a terceirização de costureiras mas, obviamente, se quisesse muito continuar, teria dado início ao plano que tinha de investir em todo o maquinário de costura, contratado costureiras para minha produção e lá estaria até hoje. Mas, eu queria mais! Aprender e olhar coisas diferentes, viver uma nova vida, de verdade. Não tinha mais medo de mudar. Então, eu e meu noivo nos mudamos para São Paulo em Julho daquele mesmo ano.

Um pouco do que criei como uma estilista de roupas. :)

Vestido de Noiva – Arquivo de Elisa Robin.

Continuando…

Em um mês na cidade de São Paulo, já estava indo para entrevistas de emprego, até que fui contratada como “Assistente de E-commerce” em uma empresa de acessórios. Lá fiquei um pouco mais de 4 meses, ganhando mil reais de salário e sem nenhuma chance de crescimento. Saí da empresa porque ela fechou. Até pedi um aumento um pouco antes haha, “como assim pedir aumento em 4 meses de trabalho, Natália?”, não só por já estar fazendo trabalhos além do que fui contratada, mas foi por causa do meu espírito livre (cara de pau) de empreendedora.

Em São Paulo, 22 de Julho de 2014. Nós chegamos no dia 18. :) Foto: @renanviana

Voltando um pouquinho… quando parei com a marca, no início de 2014 (só chegamos no mês de Julho em SP), comecei a fotografar mais! Sempre fui envolvida com fotografia, até por causa do trabalho com a moda que me faz apreciar uma boa imagem e por ter um namorado, hoje meu noivo, fotógrafo. Também porque era minha válvula de escape, mas apesar de ter conquistado público com as minhas fotografias, nunca quis ser uma Fotógrafa Profissional,  a fotografia sempre foi uma diversão e nunca senti vontade de parar para estudar o assunto, mesmo tendo um professor ao lado, nunca foi, definitivamente, do meu interesse estudá-la tecnicamente como Renan sempre fez e faz, por isso é o seu trabalho.

Fui daquelas adolescentes que tinham Fotolog, só queria postar as melhores fotos no Flickr e o Instagram entrou na minha vida em 2011, mas utilizava a plataforma como mais uma forma de divulgar meu trabalho com as roupas, tinha o perfil da loja e o perfil pessoal não cuidava direito porque pouco me importava, estava mais focada em vender as roupas da Quiquiriqui. Eu tinha uma empresa. Estava realizando meu sonho de estilista e gestora. 

Mas decidi parar. E quando parei, já em 2014, o Flickr estava enfraquecendo, então, comecei a postar minhas fotos fofas no Instagram, ainda não era uma criação somente com flores, mas, por ter a natureza sempre presente nos meus trabalhos com roupas, comecei a publicar mais fotos com flores e acabei criando uma identidade para meu perfil. Quando já estávamos em São Paulo, fomos morar num apartamento onde tinha uma floricultura próxima, o que deu ainda mais vontade de criar com flores, sendo, também, a maneira que encontrei para matar a saudade dos meus pais que amam a natureza, de adaptação nessa nova realidade e, de alguma forma, continuar presente na Internet criando algo.

Dos tempos de fofurice no Flickr :)
Em 25 de Abril de 2014.
9 de Junho de 2014 – ainda em Belém.

Não me vejo sem estar criando. Então, enquanto estava no processo das idas em entrevistas e no trabalho como assistente de e-commerce, fui fazendo minhas fotos com flores, publicando no Instagram e deixando meu perfil todo bonitinho. Lembro de estar fazendo fotos em várias madrugadas. Estava muito focada nisso!
Mas, o que não imaginava porque eu nunca almejei, era a proporção que isso tomaria, até meu perfil ser sugerido duas vezes pela própria rede social (exatamente quando também fizemos um mês em SP!), o que me fez ganhar um monte de seguidores, ter uma das minhas fotos publicadas no Instagram mundial junto com outros fotógrafos, ser entrevistada pelo Instagram Brasil (duas vezes! e, em uma delas, em Setembro, com apenas dois meses na cidade grande), e sendo chamada para eventos da rede social aqui em SP. Consegui ir para o São Paulo Fashion Week e conhecer a sede deles e Facebook em SP, graças ao Instagram, mas, é claro, graças ao que eu estava produzindo dentro da rede social. Dai em diante, mais pessoas conheceram minhas fotos e se identificaram com o que estava fazendo. Recebi muitos comentários de pessoas dizendo que começaram a gostar de flores ou começaram um trabalho com flores por causa das minhas fotos! O que me motivou ainda mais! Quando vi, já estava ganhando presentes, dinheirinhos e produzindo conteúdo para marcas!

Agosto de 2014.
Maio 2015.

E a moda?

Daí parei para estudar. Fiz durante um ano curso de Modelagem Plana Feminina e, quando a empresa que fui contratada fechou, decidi fazer a prova para o curso Técnico em Vestuário no Senai Francisco Matarazzo e passei! Não pagaria nada no curso, tendo a possibilidade de aprender muito mais da minha área, conhecer assuntos que até então não havia estudado na faculdade e estaria em uma das melhores instituições deste país, tendo contato com uma baita estrutura voltada para o setor têxtil e vestuário. Foram dois anos de curso, terminei ele em Junho deste ano e, enquanto o fazia, era chamada para fazer trabalhos com fotografia, com as flores e já estava completamente envolvida neste universo que jamais imaginei!

Mas por quê você não trabalhou como estilista para outras marcas?

Porque nunca seria a minha marca! Não me via desenvolvendo roupas e trabalhando com ideias vestíveis através de vontades que possivelmente seriam impostas por outras pessoas, de forma tão rápida e com a pressão de vendas e tendências que é esse sistema. Meu trabalho enquanto estilista nunca foi assim. Sempre fui muito certa quanto a isso. Mesmo sabendo, talvez, que poderia ter aprendido muito em uma vaga como Assistente de Estilo, por exemplo. Cheguei a cogitar essa possibilidade, mas olhava as vagas e eu nunca tinha cursos que eram solicitados suficientes para elas, até hoje não me dou bem com Illustrator! (o que é isso? haha).

Estava recém-chegada de Belém do Pará, com uma Graduação como Bacharel em Moda, sendo cobaia da primeira turma da região Norte, sem nunca ter feito estágios em empresas porque não tínhamos essa possibilidade no estado e com a experiência de seis anos como empreendedora. Então, como não era algo que almejava, não lutei, de fato, por uma vaga como essa.

E agora?

Terminei o curso técnico há dois meses, cadastrei meu currículo no Carreira Fashion e, em menos de uma semana fui chamada para uma entrevista da qual nem mandei o currículo haha. A empresa viu meu currículo, chamou e fui entrevistada pelo dono. Primeira coisa que ele me falou foi: “e esse seu trabalho com as flores, me conta?” haha, o cara tinha visto meu site e Instagram. Expliquei sobre produzir conteúdo com as flores para marcas, falei das parcerias e etc etc… daí ele me disse: “O seu trabalho é muito lindo! Por que você quer trabalhar como Assistente de PPCP (Planejamento, Programação e Controle de Produção), onde você vai ficar fazendo cálculos e planilhas no Excel o dia inteiro, é um trabalho tão chato…você já faz algo totalmente diferente!” Momento cri, cri, cri. Sério, só consegui responder: “não é chato! quer dizer… é meio chato mas é legal!” hahaha Bom, obviamente que não fui contratada, mas encarei isso com um sinal de: “Natália, siga seus sonhos!!! Nós aqui de cima já estamos te mostrando todas as luzes que você pediu!!!” haha

Mas, de verdade, não sabia mais qual era meu sonho e nem se tinha capacidades para continuar sonhando porque estava totalmente em crise profissional, deprê e com a única certeza que meu sonho nunca foi ser fotógrafa, nunca foi ser produtora, nunca foi ser digital influencer, blogueira… mas fui indo conforme as coisas foram acontecendo, totalmente perdida, só querendo ganhar algum salário para não me sentir mais tão impotente como estava, essa é uma das piores sensações que podemos ter. Ainda fui chamada para mais 4 entrevistas depois dessa e desisti de todas! Uma mandei e-mail desculpando por não poder ir mais e as outras nem e-mail mandei mais, desisti totalmente de comparecer porque tive N motivos na minha cabeça e conversas com pessoas que querem meu bem real para saber que meu desejo não era nada sobre sair de casa às 07h da manhã, ficar sentada numa sala fechada por oito ou mais horas do dia, lutando por algo que não é meu e que, possivelmente, não acredito. Realmente, nunca quis isso.

Entendo hoje que as coisas que faço sempre foram e sempre serão sobre minhas formas de expressão. Maneiras que encontrei para me expressar. Criar roupas foi uma delas.

START!

Eu sou uma criadora, uma florista de alma, uma profissional que trabalha com flores e ama as flores de todo o coração e que não imagina viver uma vida sem elas, agora estudando cada vez mais sobre esse universo impressionante, que mudou a minha vida e despertou o desejo intenso de voltar a empreender, de voltar a ser gestora do meu próprio negócio! E, mais do que tudo, sou uma estilista, uma criadora de estilos que hoje entende e sabe que não precisa estar criando apenas com tecidos, linhas, desenhando croquis…porque eu posso criar estilos e desenhos com as flores. Agora, com foco, sabendo exatamente onde quero chegar. Devo dizer que quando decidi entrar em uma faculdade de Moda não foi porque eu tinha o sonho de ser estilista de moda mas, porque sabia que aquele era o único lugar onde teria toda liberdade para explorar o meu “eu”criativo. Lá me conheci enquanto uma criadora, uma estilista. E sabe o que é mais incrível da Moda? É que ela nos permite criar tudo aquilo que quisermos, da maneira que quisermos. Ela nos permite ser. Livre. Para sonhar, para fazer!

Me encontrei como estilista floral.

Estou tão empolgada!!! Não me sinto assim desde a época da Quiquiriqui. E agora estarei lutando incansavelmente por este novo sonho com as flores. Daqui pra frente, criando arranjos florais e buquês para casamentos, eventos sociais e corporativos, momentos e festas importantes para você. Trabalhando também no styling floral para campanhas publicitárias. No site você pode conferir direitinho todos os serviços.

Estarei fazendo aquilo que realmente dá sentido para mim e para minha profissão, ver minhas criações fazendo parte da vida de outras pessoas. Este sempre foi meu real objetivo pessoal e profissional!

Espero que vocês gostem e aproveitem comigo essa nova jornada.

O caminho que escolhi trilhar, até o fim.

COM FLOR E FÉ!

Todas as fotografias desta postagem são de minha autoria e do fotógrafo Renan Viana, por favor, não deixe de mencionar os créditos ao nosso trabalho se for compartilhar. Você não tem permissão para alterar estas imagens e nem utilizar como meio de divulgação da sua marca. Seja legal! Entre em contato comigo e vamos criar juntos!

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